Por vezes a Justiça é tramada
Venho aqui a falar da menina que foi raptada, em Penafiel e que toda a gente está contente porque finalmente ela vai ter com os pais verdadeiros. E que finalmente se fez Justiça.
Eu pessoalmente não estou nada contente, antes pelo contrário acho mal. Realmente por vezes a Justiça é tramada.
Aliás ate acho que a professora que a raptou merecia não a prisão preventiva mas sim uma medalha.
Considero até que o que se passou ali não foi um rapto mas antes sim, uma operação de resgate, de salvamento.
Em primeiro lugar, o nome que ia ser dado à menina pelos pais, e que agora um ano depois, vai “finalmente” (pus “ “ porque a palavra finalmente ficava bem enquadrada na frase, porque de finalmente não há nada) ser-lhe dado é Andreia Elisabete. (ah é verdade o nome que a professora escolheu para a menina foi Joana). Acho que de Andreia Elisabete para simplesmente Joana...as diferenças estão notorias, e facilmente se percebe quem é que fez ou vai fazer mal a quem.
Em segundo lugar, a dita professora salvou a menina de conviver numa casa cheia de irmãos, dando-lhe a possibilidade de viver numa casa com espaço, e sem ter uma camada de pelintras que de manã ao pequeno almoço acabam com os cereais, à tarde com o fiambre para o lanche, e à noite fazem tanto barulho que não a deixam dormir..! Como é bom ser filho unico, ou quase....!
Com a operação de salvamento a professora evitou ainda, se bem que por pouco tempo, que a dita criança, convivesse com pessoas, os irmãos, com nomes como Sílvia Cristina, Ana Paula, Sergio. O que mais uma vez acho bem, a criançada deve desde cedo ter contacto com o bom gosto.
Em quarto lugar, a professora evitou que a dita criança, vivesse com uma mãe que tem tiradas brilhantes como esta ““uma boca a mais para alimentar não os assusta”. “Dá para tudo e não falta amor nesta casa”. Pois, uma pessoa que tem 7 filhos realmente não é amor que falta nessa casa, mas sei lá, talvez umas pilulas, e uns preservativos.
Em quinto lugar evitou que a dita criança servisse de cobaia, porque ao que parece a irmã mais velha dela, tem 17 anos, e segundo o irmão essa irmã “Estive com a minha irmã na escola hoje [ontem] e estivemos a falar da bebé. Ela começou aos saltos quando soube que ia voltar para casa”. Ou seja começou aos saltos como quem diz, “Upa upa, estava com tanto medo de não saber tomar conta do meu bebé que vem ai. Com a Andreia lá em casa já posso treinar. Será que a mâe vai deixar que seja eu a dar-lhe de mamar”
Ora acho que alguem que tudo faz para evitar uma catastrofe destas que acabei de descrever merecia ser louvada e não condenada, dai eu ter dito que a professora merecia uma medalha e que por vezes a justiça era tramada.
Sem mais deste vosso amigo, Anastercio Leonardo, que escreve de Portugal, esse País das Maravilhas
Anastercio Leonardo
p.s: em baixo deixo o link onde me inspirei para escrever o texto
http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=234495&idselect=9&idCanal=9&p=200




















